Naja: Vídeo de câmeras de vigilância levantam suspeita de PMS agindo em favor dos investigados

0

Imagens do circuito interno de vigilância do Shopping Pier 21 foram entregues a polícia e colocam policiais do Batalhão da Polícia Militar Ambiental para serem investigados como suspeitas de favorecimento ao acusado, as imagens foram entregues para 14ª Delegacia de Polícia (Gama).

Vários relatórios que foram obtidos com exclusividade pelo site Metrópoles mostram que existem muitas suspeitas de favorecimento e proteção ao acusado por parte dos policiais, e eles agiram para proteger o acusado, atrapalhando as operações da Operação Snake e o trabalho da PCDF.

Segundo os documentos, nos vídeos mostra o exato momento em que o estudante de medicina veterinária Gabriel Ribeiro aparece deixando a cobra em um estabelecimento comercial, só que neste mesmo vídeo uma equipe da PM aparece no local em menos de 1 MINUTO, e recolhe o animal.

O animal estava dentro de uma caixa de plástico e o fato ocorreu logo após Pedro ter sido picado pela naja, Gabriel, que foi visto nos vídeos é um amigo próximo a Pedro, e esta sendo investigado por crime de tráfico de animais.

No dia seguinte, policiais militares chegaram com mais 16 serpentes, todas pertenciam a Pedro Henrique e não tinham documentação para estarem com ele e viviam escondidas em uma baia de cavalo, em Planaltina, em uma área rural.

(Foto: reprodução)
(Foto: reprodução)
(Foto: reprodução)

“Mais uma vez, a PMDF apresentou os animais arrecadados sem conduzir ninguém à delegacia. Sendo que, coincidentemente, após poucos instantes, compareceu a esta circunscricional ‘espontaneamente’ o filho do dono do haras e também amigo de Pedro Henrique e Gabriel Ribeiro”, diz o inquérito da investigação pela Polícia Civil

Segundo PMS, eles só chegaram até o local de maneira tão rápida pois receberam uma “denúncia anônima”, e foi através da mesma que eles conseguiram chegar até o haras, onde estavam os outros animais.

“Diante desse cenário, percebe-se que, desde o início da investigação, a autoridade policial responsável pela apuração vem encontrando severas dificuldades no tocante à obtenção de provas, o que decorre, lamentavelmente, da conduta praticada por policiais militares, especialmente o padrasto de Pedro, coronel Clovis Condi, e os policiais lotados no BPMA/PMDF comandado pelo major Elias Costa”, diz em mais uma parte do relatório.

Segundo a Policia Civil, após todo material recolhido e animais encontrados pode ser constatado que Pedro não é apenas um mero colecionador, mas sim um traficante de animais silvestres.

Fonte: Metrópoles